Chefe Geral da Embrapa Suínos e Aves integra o primeiro painel do IX Congresso Internacional de Suinocultura

Com o tema “Abordagens Regionais e Internacionais sobre Prevenção e Controle de Doenças Transfronteiriças e Emergentes de Suínos”, Janice Zanella, Chefe Geral da Embrapa Suínos e Aves é palestrante confirmada na 16ª edição da PORKEXPO e IX Congresso Internacional de Suinocultura, que serão realizados em Foz do Iguaçu, de 26 a 27 de setembro, no Recanto Cataratas Thermas Resort & Convention.

Médica veterinária graduada pela Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais, Janice é Mestre e Ph.D. em Virologia Molecular pela Universidade de Nebraska, EUA. Também é pesquisadora da Embrapa na área de Virologia Animal e Integra o Comitê Técnico de Programas Sanitários de Suínos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e de três comitês AdHocs do OIE: Peste Suína Clássica, Peste Suína Africana e de Influenza Suína como representante do Brasil. De 2008 – 2010 atua como pesquisadora visitante no NADC/ARS/USDA. Além de ser finalista do 22 Prêmio CLAUDIA 2017 na categoria Ciências.

De acordo com a especialista as doenças transfronteiriças dos animais representam um sério risco para a agricultura mundial e a segurança alimentar, além de comprometer o comércio internacional. “O mundo tem enfrentado perdas econômicas devastadoras de grandes surtos de doenças transfronteiriças de animais, como febre aftosa, peste suína clássica, peste suína africana, influenza aviária de alta patogenicidade, devido ao vírus H5N1. São doenças que já ameaçavam décadas atrás e continuam a ameaçar. Todavia, doenças modernas ou emergentes também estão colocando em risco a saúde animal e algumas vezes a humana, por serem zoonoses”, explica.

Em suínos, a emergência em 2009 do vírus pandêmico H1N1 mudou o comportamento das doenças respiratórias, pois o vírus da influenza suína previamente em equilíbrio nos rebanhos suínos adquiriu sequencias do vírus pandêmico, e tem evoluído com frequência maior, dificultando seu controle. A emergência da diarreia epidêmica dos suínos, ou PED (Porcine Epidemic Diarrhea) na América do Norte, causou enormes prejuízos para a indústria suinícola americana. A peste suína africana tem dispersado e ameaçado a produção de suínos na Europa. Recentemente o Senecavirus causou surtos em criações de suínos no Brasil e Estados Unidos, resultando em perdas econômicas consideráveis por se tratar de um agente emergente e causador de doença vesicular.

Com relação à PRRS (síndrome reprodutiva e respiratória dos suínos) o qual o rebanho brasileiro é livre (único dentre os maiores produtores mundiais) existem muitos estudos da transmissão entre rebanhos, mas são poucos aqueles que avaliam essas rotas de transmissão transfronteiriças. “Países que se mantém negativos para PRRS tipicamente aplicam severas restrições na importação de suínos vivos e de sêmen. Os riscos para outras rotas de introdução como aérea ou de propagação local, contato com suídeos silvestres como javalis, consumo de lavagem ou lixo contendo carne ou derivados de suíno, ainda são controversos ou desconhecidos. Sabe-se que a transmissão de doenças entre espécies animais e entre animais silvestres e domésticos é uma ameaça à saúde animal”, pontua Janice.

Portanto, diversos fatores são importantes a serem considerados na transmissão de doenças ou mesmo na emergência (ou reemergencia) de doenças. A veterinária destaca que, todavia, deve-se considerar três aspectos principais: hospedeiro, agente e meio ambiente. “Várias ameaças e desafios são impostos na produção de alimentos de origem animal, dentre eles a globalização, o que facilitou e intensificou o comércio de alimentos (e rações). Essa liberalização do comércio mundial, ao mesmo tempo em que oferece muitos benefícios e oportunidades, também representa novos riscos”. Organismos internacionais como OIE e FAO buscam harmonizar métodos de diagnóstico, detecção, controle e comunicação de doenças com a finalidade de diminuir perdas. O serviço veterinário deve incluir vigilância de rotina, investigações a campo, coleta de amostras, investigações epidemiológicas, análises e mapeamento de risco.

Para Janice é importante que essas abordagens sejam de todos os níveis, regionais, nacionais e internacionais, e que uma estrutura organizacional exista para melhor prevenir e controlar os riscos em saúde animal e humana, assim como o impacto econômico das doenças animais emergentes e transfronteiriças.

SOBRE A PORKEXPO:

A PorkExpo nasceu em 2002 para se consolidar como o maior evento da suinocultura mundial, e tem como expositores empresas nacionais e internacionais que atuam diretamente na Suinocultura. Com um público altamente qualificado, o evento é uma ocasião única para empresas promoverem seus produtos e serviços. Também é uma oportunidade para empresas que buscam reforçar a sua marca e presença no mercado brasileiro e da América Latina.

Os participantes são fabricantes e fornecedores da Suinocultura nas seguintes áreas: Genética, Nutrição, Transportes e Logística, Saúde Animal, Serviços, Software para gerenciamento, Equipamentos, Armazenagem, Insumos, Sementes e Grãos, Produtos Veterinários, Inseminação Artificial e Equipamentos para laboratórios.

Entre as empresas que já confirmaram presença estão: Alltech, Yes, Microvet, Embrapa, Trouw Nutrition, Big Dutchman, ABCS, Maxsui, Usixtek, Vetoquinol, Mig-Plus, Boehringer Ingelheim, Vaccinar, Crystal Spring, De Heus, Vetanco, STA, Plasson, Suinorte, Avioeste, Dosatron, MS Shippers, Agrozootec, Poly Sell, NTC, Museu Suínos, Farenzena, ICC, Agromarau, ABPA, Choice Genetics, MSD, DB, Scrofa Tech, Equittec, Forluz, GX do Brasil, Camfil e muito mais.

Acompanhe todas as notícias sobre o evento com nossos parceiros de mídia: O Presente Rural, Safras&Mercado, Notícias Agrícolas, Revista Gestão e Negócios, La pagina del Cerdo 3tres3, Suino.com, Revista PORK e Revista AgroMulheres.

MAIS INFORMAÇÕES:
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Fonte: Comunicação PORKEXPO