China: oferta de carne suína e plantel melhoram em outubro

Em trabalho intenso para recompor o plantel de suínos, reduzido quase à metade devido à crise da Peste Suína Africana, iniciada em meados de 2018, o Governo da China informou, por meio do Ministério da Agricultura local, que houve aumento no número de animais vivos e, por consequência, melhora na oferta de carne suína, conforme o site Broadcast Agro, do Estadão. 

A publicação informa que os dados do Ministério da Agricultura da China apontam que em outubro, o rebanho suíno atingiu 39,5 milhões, aumento de 32% no comparativo com outubro de 2019. A atual capacidade de produção de suínos se recuperou para cerca de 88%. 

Segundo o analista da Agrinvest, Marcos Araújo, a estimativa é de que em cerca de dois anos a China volte a ser autossuficiente na produção de carne suína. “Desde 2018 até 2020 a produção de suínos na China teve uma redução de 29,7% ou 15,04 milhões de toneladas (Equivalente Carcaça)”, explica o analista em relatório.

De acordo com Araújo, a lacuna deixada no plantel chinês por causa da Peste Suína Africana equivale a quatro vezes o total de carne suína produzida no Brasil. “Se em torno de 25% do que é produzido em solo brasileiro é exportado, e grande parte vai para a China, com essa recuperação de plantel o Brasil não terá condições de absorver esse excedente, e será necessário buscar outros mercados”, disse.

O governo fo gigante asiático estima que, se o país seguir esta tendência, no segundo trimestre do próximo ano, o plantel chinês voltará ao nível anterior ao início dos surtos de Peste Suína Africana. 

Ainda segundo a publicação, o Governo da China informou que em outubro 728 granjas de suínos de grande escala, recém-construídas, iniciaram as operações. Desde o início deste ano, o número total de fazendas de recém-construídas chegou a 13 mil, e outras 15 mil que ainda estavam vazias, no ano passado, começaram a funcionar em 2020.

Na perspectiva do relatório da Agrinvest para 2021, a produção de carne suína na China deve atingir 41,50 milhões de toneladas, aumento de 9,21% em relação a 2020, cuja estimativa é de encerrar em 38,00 milhões de toneladas. O consumo chinês de carne suína está estimado em 45,88 milhões de toneladas para o próximo ano, aumento de 7,44% em relação a 2020 e as importações devem cair 6,25% em 2021 no comparativo com este ano, chegando a 4,50 milhões de toneladas.

Fonte: Notícias Agrícolas

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