Suíno segue como opção de carne bovina e com preço em alta

O brasileiro que deixou de consumir carne bovina por causa do preço elevado e migrou para proteínas mais baratas deverá ter uma infeliz surpresa nos próximos meses. (…) Já no caso das carnes suína e de frango, a demanda está em expansão. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), neste ano, o consumo per capita desses itens deverá crescer 5% e 1,5% em relação ao ano passado, respectivamente. Mas isso não significa que as proteínas mais acessíveis também não estão se valorizando. No mesmo período de comparação, os dados da Scot Consultoria apontam que a carcaça suína especial subiu 41% no atacado e o frango inteiro, 93%. Já no varejo, a cotação da proteína da ave avançou 80% e os cortes do suíno subiram de 36% a 67%. Com custos de produção mais altos, a indústria pressiona por novos repasses ao consumidor.

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, acredita que, de modo geral, a continuidade do auxílio emergencial ou a criação de um novo programa de transferência de renda tendem a sustentar o consumo das carnes de frango e suína. O executivo também aposta em demanda internacional firme, com o plantel chinês de suínos ainda em recomposição. Diretor de mercados da entidade, Luís Rua lembra que a China produzia 54 milhões de toneladas de carne suína antes do surto de peste suína africana, em 2018. Agora, a produção local gira em torno de 42 milhões a 44 milhões de toneladas. “Quando eles conseguirem retomar esse nível produtivo, mais pessoas terão entrado na linha de consumo”, diz. O consumo de ovos também vem aumentando ano a ano, segundo a ABPA, e deve chegar a 255 unidades por pessoa em 2021, número 1,6% maior que o do ano anterior.  (Veja a notícia completa em https://glo.bo/3AAOEb1)

Relacionados

Deixe um Comentário