Tereza Cristina: “Vamos incentivar plantio de milho no Plano Safra 2021/2022′

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse, durante evento do Rally da Safra, ontem à noite (27), que o plantio de milho será estimulado no Plano Safra 2021/22. “A gente pretende, em breve, ter isso bem conciliado para, junto com o ministério da Economia, lançar algumas modificações do Plano Safra para auxiliar na tomada de decisão do plantio de milho tanto na safra de verão quanto na safrinha”, revelou.

Segundo a ministra, é “muito importante para o Brasil” aumentar a produção de milho. “Os investimentos na área agroindustrial das proteínas vêm crescendo muito. Tenho notícias aqui no ministério de mais de R$ 20 milhões de investimentos nessa área. Então vamos precisar de muito milho para essas aves e suínos que estarão aumentando neste setor.”

A ministra da Agricultura afirmou, ainda, que o governo estuda reduzir prazo de pagamento para aumentar a oferta de recursos dentro do Plano Safra para o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA). “Este ano estamos estudando se conseguimos diminuir um pouquinho o prazo, de 13 anos para 10, 8 anos, e se os produtores puderem pagar esse financiamento de maneira mais tranquila, acho que a gente consegue aumentar o volume de crédito e atender a mais pessoas”, disse a ministra. “É uma das alternativas; nós não batemos o martelo ainda.”

Segundo ela, o PCA “custa caro para o Plano Safra” devido ao prazo longo, de até 13 anos, com juros de 5% ao ano, o que limita o volume de recursos que o governo consegue alocar para esse programa dentro do Plano. “A gente sabe da necessidade, mas fica muito difícil colocar mais dinheiro nessa linha”, disse a ministra. Ela falou sobre armazenagem respondendo a pergunta de representante da cooperativa Holambra sobre previsão de recursos para financiamento. Durante o evento, Tereza Cristina respondeu a dúvidas de produtores e representantes de empresas ligadas ao agronegócio.

Bancos – Tereza Cristina, cobrou, ainda, que os bancos privados olhem para o agronegócio “de maneira diferente” e destacou os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) e a atuação do BNDES como garantidor do Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) como alternativas desenvolvidas para facilitar o acesso de produtores a financiamento privado.

“Acho que ainda temos que colocar a nossa cabeça para pensar mais como é que nós podemos colocar o setor privado, os bancos, apoiando mais esse setor”, disse a ministra. “Muitos bancos investem no setor imobiliário e, não sei se porque não conhecem ou não têm o hábito, não colocam recursos no setor agropecuário.”

Segundo a ministra, o governo está trabalhando em mudanças nas regras de crédito rural oficial. “Estamos trabalhando no manual de crédito rural, juntamente com a Economia e o Banco Central, tirando algumas travas, algumas coisas que emperram e encarecem às vezes esse crédito”, disse. “A gente tem trabalhado para facilitar a vida dos dois lados e melhorar o acesso ao crédito.”

A ministra também destacou a possibilidade de avanço na subvenção do seguro rural.“Conseguimos sair de R$ 400 milhões para R$ 1 bilhão. Agora a nossa expectativa é crescer um pouco mais na subvenção do seguro”, disse. Segundo Tereza Cristina, o ministério está aprimorando o zoneamento agrícola de risco climático (Zarc), que produtores precisam seguir para obter indenização em caso de perdas. “Estamos fazendo isso para o Zarc de várias culturas para o próximo Plano Safra, para a safra de verão (a ser plantada) a partir de agosto deste ano.”

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